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OS LEIGOS: VOCACIONADOS A SER PROFETAS NO MUNDO DE HOJE


 

No primeiro item deste capítulo mencionei a vida humana e cristã, como sendo a mais importante vocação da pessoa humana na fé cristã. E esta inserção na fé e na vida cristã se dá pelo batismo.

Para entendermos um pouco mais, o que é ser cristão, é importante um olhar para as  comunidades primitivas. “Eles mostravam-se assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às oração. (...), vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um” (At 2,42-45). O que se percebe, era o seu jeito de ser, de viver. Suas vidas eram sinais da presença de Deus para as pessoas incrédulas. Um dos seus carismas ou característica[1] importante na sociedade daquela época era a profecia[2].“A palavra do Senhor crescia; o número dos discípulos aumentava” (At 6,7; 12,14; 13,49; 19,20).

Quando dizemos que somos vocacionados, a própria palavra diz, somos convocados e não apenas chamados ou convidados. A Palavra de Deus nos convoca para sermos como os primeiros cristãos, sinais do Reino de Deus no mundo[3]. “Uma primeira forma de participação dos fiéis na função evangelizadora da Igreja é o papel que devem desempenhar mais ou menos ativamente, no dever que ela tem de ser para o mundo, um sinal do Reino de Deus” [4].

Hoje, mais que naquela época, precisamos ser sinais de Deus, primeiro porque naquela época a fé cristã era novidade, com isso, as pessoas assumiam de “corpo e alma” o projeto de Deus, e os desafios eram outros.

Em nossos tempos temos uma grande história de fé e grande conhecimento do projeto de Deus, projeto de vida em abundância para as pessoas, porém, falta assumir com coragem, com eficiência este projeto de Deus, e isto só acontece quando cultivamos um relacionamento mais profundo com Deus. Na intimidade com Deus é que seremos capazes de entender o caminho que segue a sociedade e o caminho que segue a Igreja, para exercermos o profetismo.

Tratando do tema: “vocacionados a serem profetas”, podemos dizer que, leigos e leigas têm sua participação na tríplice função de Cristo, pois são Povo de Deus, Igreja. A missão de Jesus é a de toda a Igreja para o mundo. “... incumbe a todos os cristãos cooperarem fazendo com que a Igreja seja, no meio do mundo, uma força de evangelização. Evangelização, isto é, apresentação do fato de Jesus Cristo, de seu apelo, de sua ação libertadora” [5]. Sua vocação é tornar evidente esta missão de Cristo.

Esta tarefa de ser profeta e sinal de Deus no mundo “sal da terra e luz do mundo”, é dever de todos os cristãos, porém ressalto a especificidade do leigo, e isto é vocação. Por que? Porque os leigos e leigas cristãos são aqueles que estão mais diretamente ligados as coisas do mundo, (profissão, política, economia, etc). Esta é a sua índole secular, assunto que vamos refletir.

 

1 A ÍNDOLE SECULAR DOS LEIGOS E LEIGAS

 “A índole secular caracteriza especialmente os leigos” [6]. É, porém, específico dos leigos e leigas, cristãos comprometidos com a causa do Reino. “A condição própria dos leigos se determina pelo fato de que sua função cristã é precisada por sua situação no mundo[7], por seu engajamento natural[8] ao qual não renunciam para servir o reino de Deus na  obra terrestre” [9]. E é por sua própria vocação de serem sinais (sacramentos de Cristo), que procuram viver o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus. Funções estas que no mundo de hoje são muito exigente, pois, se faz necessário estar cientes de suas obrigações de cidadãos no exercício da cidadania cumprindo as obrigações de cristãos.

 

Vivem no século, isto é, em todos e em cada um dos ofícios e trabalhos do mundo. Vivem nas condições ordinárias da vida familiar e social, pelas quais sua existência é como que tecida. Lá são chamados por Deus para que, exercendo seu próprio ofício guiado pelo Espírito Evangélico, a modo de fermento, de dentro, contribuam para a santificação do mundo [10].

 

Jesus quer que continuemos a anunciar o que Ele mesmo iniciou (Cf. Lc 4,17-18). “O supremo e eterno Sacerdote Jesus Cristo quer continuar seu testemunho e seu serviço também através dos leigos. Vivifica-os, por isso, com o seu Espírito e incessantemente os impele para toda obra boa e perfeita” [11].

Para que possamos responder a essa vocação, herdamos de Jesus Cristo o seu Espírito, que dá força, sabedoria, coragem para que o anúncio do Evangelho[12] seja eficiente e eficaz[13] em todos os lugares onde estivermos. Para isso, o batismo nos concede a graça de participarmos do seu múnus sacerdotal, profético e real. São meios importantes para que possamos exercer a índole secular. 

 

1.1 Como exercer a índole secular?

A Redemptoris Missio cap. II recorda que, Jesus Cristo proclama e torna presente o Reino de Deus, que foi o objetivo de sua Missão. E a característica deste Reino é destinar-se a todos: a libertação e salvação.

Unidos a Cristo, todos estão a serviço do Reino em vista da libertação e salvação das pessoas. Esta libertação exigirá dos cristãos viver bem sua vida secular, para isso, deve  exercer a tríplice função que é sacerdotal, profética e real[14]. É o que nós veremos a seguir, porém, deve destacar a função profética dos leigos e leigas.

a) Os leigos no exercício da função sacerdotal são “Aqueles, pois que unem intimamente à sua vida e missão, também concede parte de seu múnus sacerdotal no exercício do culto espiritual para que Deus seja glorificado e os homens salvos” [15]. Na consagração de suas vidas a Deus, ungidos pelo Espírito, são capazes de produzir frutos no seu cotidiano, na vida familiar, profissional, etc. tornando-se assim “hóstias espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,5), para a conversão do mundo[16].

b) Exercer o múnus profético do Cristo nas condições comuns do século é ser e fazer como o próprio Jesus Cristo fez, libertar, curar, anunciar a Boa Nova. “A missão fundamental do profeta é falar em nome de Deus” [17]. A vocação leiga é de ser profeta na sociedade e na Igreja, e ser profeta[18] é estar inseridos na realidade e ser voz diante e contra as injustiças que tanto exploram e excluem a pessoa humana na sociedade[19]. Existem vários maneiras de ser profeta em nossa comunidade ou na sociedade por meio de nossas atividades.

 

A função profética pertence ás várias modalidades de relação entre a comunidade dos fiéis e a palavra de Deus: sua acolhida na fé, sua vivência no amor, seu testemunho exterior, seu aprofundamento pela catequese e pela reflexão teológica, a denúncia em seu nome, o anúncio pela pregação, sua meditação na oração pessoal, sua celebração na liturgia comunitária [20].

 

 Um dos meios para que os cristãos leigos e leigas exerçam essa função profética é, sobretudo a do sacramento do matrimônio, ou seja, uma vida familiar santa[21] que santifica o mundo. “Neste particular, tem grande importância aquele estado de vida que é santificado por um sacramento especial, isto é, a vida matrimonial e familiar” [22]. E na vida familiar, na sociedade onde se exerce a dimensão profissional é que o cristão vai se deparar com os desafios: econômicos, políticos, religioso, ético, cultural, etc. E nestes meios, são como que obrigados a serem testemunhas do Reino; denunciando toda proposta contrária ao Reino de Deus e anunciando o Cristo pela Palavra, na vida, na fé, esperança, e no exercício da caridade. Aí está sua “índole secular” sua “vocação primeira”, a modo de “fermento” [23] contribuindo para a santificação do mundo[24].

Uma vez, os leigos sendo “fermento”, sinal de Deus para a santificação do mundo, toda a Igreja na verdade está sendo sinal, presença de Deus. Pois, todo o povo cristão leigos e leigas, bem como, os sacerdotes e religiosos estão no mundo para tal missão. “A pregação da Palavra não foi confiada somente à alguns, mas a todos” (Cf. 1Pd 2,9;4,15; Mt 10,27).

A mensagem profética dos leigos e leigas deve ser dirigida aos mesmos tipos de destinatários aos quais já os profetas do Antigo Testamento se dirigiam, de um lado ou, em primeiro lugar o próprio sistema religioso, de outro lado às estruturas da sociedade.

Os leigos com sua teologia, movida por um profundo amor a Jesus Cristo e a Igreja, podem e devem realizar sua vocação profética[25] de seguinte maneira: levantando a voz para em nome de Deus, chamar a atenção de tudo àquilo que dentro da Igreja, hoje manifesta-se como deturpação e afastamento do plano original de Deus; denunciando tendências falsas no próprio culto, interesses de poder, de prestígio ou de dinheiro ou simplesmente à própria satisfação emocional dos fiéis; anunciando que “só existe uma via segura de acesso a Deus, a via que obriga a passar pelo próximo, pela justiça, pelo direito e misericórdia, pelos oprimidos, órfãos, viúvas, emigrantes..., denunciando, necessariamente, a idolatria, sobretudo quando ela se manifesta dentro da própria Igreja. Bem como, a idolatria do poder, do consumo, do dinheiro, do sexo ou também de todo tipo de legalismo, presentes na sociedade[26].

A profecia de nossos tempos tem o dever de desmascarar todos esses falsos deuses como os Baals, presentes na sociedade. Ela deve, em nome de Deus, chamar a atenção de todas aquelas estruturas que não correspondem ao plano de Deus.

Os leigos e leigas em sua profecia devem anunciar as grandes opções de Jesus, como todo mundo sabe e tantas vezes esqueceu: a opção[27] pelos pobres, pelo serviço[28] e contra o poder, a opção pela misericórdia e contra todo legalismo, a opção pela vida e contra todo as estruturas que geram morte. Fazer opção enfim, pela pessoa humana e dizer não as estruturas desumanizadoras de nosso tempo. “O leigo, de modo particular, é chamado a realizar a missão de transformar a sociedade através dos movimentos de libertação” [29]. As estruturas que geram morte devem ser superadas, dentro e fora da Igreja.

A Palavra anunciada tem por dever libertar destas estruturas, do contrário deixaria de ser Palavra de Deus. A quem Ela liberta, ou deve libertar? Toda evangelização existente na Igreja realizada pelos leigos e leigas, têm por dever libertar a pessoa humana. Todas as pessoas que se abrirem para a mensagem do evangelho. E de modo especial o pobre. Por isso, a Igreja fez e pretende continuar fazendo esta opção preferencial pelos pobres. Não podemos ser missionários da Palavra de Deus se não formos representantes dos pobres. É para estes pequeninos, excluídos da sociedade, da Igreja, da vida digna que Jesus Cristo veio trazer e a Igreja tem por missão continuar esta opção. “A palavra faz a Igreja, mas também torna Igreja serva e missionária da Palavra, para que o mundo seja transformado em Reino de Deus” [30].

A libertação do pobre não é um simples desenvolvimento econômico, mas é crescimento global e intergral da pessoa humana. E isto implica: em promoção, não como “assistencialismo”,  e sim, uma educação conscientizadora, nos direitos e deveres, que exige o diálogo com as ciências humanas e a concepção do pobre não só como indivíduo, mas como sociedade empobrecida [31] .

Cabe a essa missão, denunciar os mecanismos de exclusão e de injustiça presentes na Igreja, na sociedade, na economia, na política. “O leigo cristão deve reconhecer a situação injusta do Terceiro Mundo e lutar para tirar o pecado do mundo” [32]. É preciso converter-se e mudar as estruturas.

A profecia está a serviço da causa de Jesus e não de interesses pessoais. Está a serviço do Reino, anunciando a verdade, o profundo amor de Deus à pessoa, por isso, esta profecia pode e deve incomodar[33] as estruturas injustas.

Anunciar e denunciar usando dos meios existentes na Igreja e na sociedade é o mínimo que podemos fazer, pois a Deus devemos dar o que para nós parece ser o “impossível”.

c) Os cristãos também recebem de Cristo “a função real (que tanto no concílio como depois dele foi também apresentada como ‘caridade’, ‘serviço’ e ‘liberdade’)[34] exprime a liberdade dos filhos de Deus em relação a si mesmos, aos outros e aos bens deste mundo, o que os torna capazes de amar e servir” [35].

Diante destes três princípios importantes que nos apresenta a função real, que toda a Igreja herdou do Cristo são como guias para nossas vidas. O serviço ou o servir é característica fundamental do discípulo. Somente quem serve na liberdade de seu interior, ama (caridade)[36].

Conforme refletimos, os cristãos, no sincero exercício da tríplice função recebida de Jesus Cristo, fazem acontecer o Reino de Deus. E é sem dúvida, um acontecimento que se manifesta no coração humano, bem como, nas relações entre as pessoas e nas estruturas que lhes correspondem.

E anunciar, ser e dar testemunho deste Reino de Deus é trabalhar para libertar-nos de todas formas de mal, (Cf. Ef 6,12), deixando manifestar o desígnio de salvação de Deus para a humanidade.

É bom lembrar que, toda tomada de consciência de nossa vocação ou deste dever de ser e dar testemunho da verdade, não deve ser feita isoladamente (anônimo), mas como Igreja (comunidade), lugar de celebrar a vida, de crescer na fé, no conhecimento da Palavra de Deus. Por isso, o anúncio da Palavra se torna ação essencial dos cristãos leigos e leigas, profetas por excelência.

 
Geraldo Pereira de Freitras 
4º. ano de teologia

[1] As primeiras comunidades tinham muitas características, uma delas, ter Cristo como o centro, ou seja, a fé no Senhor, Ressuscitado dentre os mortos e Salvador (Cf. At 4,12; Rom 10,9; 1Cor 12,3). A fé em Jesus Cristo, alimentada na prática constante da oração, confere à comunidade o sentido profundo de sua identidade e de sua Missão (Cf. At 2,47-48). A vida de oração dos primeiros cristãos era forte expressão de toda comunidade. (Cf. Franco, MASSERDOTTI,  Meditações de espiritualidade missionária, p.42).
[2] Cf. Renold J. BLANK, Teologia Leiga, Esperança e desafios, p.27.
[3] “Penso também nas comunidades de leigos, neste sinal da graça de Deus, neste apelo à vida cristã, que é uma comunidade de famílias, uma paróquia onde há amor...; ou simplesmente este sinal, este equilíbrio de liberdade e de respeito, esta coisa admirável que é um lar cristão... Tudo isto entra no grande sinal da Igreja... acolhida de afeto, na compaixão verdadeira demonstração, no testemunho que um amor compassivo dá na Caridade de Cristo... Sinal que representa uma bela celebração comunitária, uma paróquia que reza”. (Yves M. J. CONGAR, Se sois minhas testemunhas, p.118).
[4] Yves M. J. CONGAR, Se sois minhas testemunhas, p.116.
[5] Yves M. J. CONGAR, Se sois minhas testemunhas, p. 122.
[6] Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 31, p.77.
[7] “Sem  deixar esta situação, nela se encontra qualificado como cristão pela missão e pela graça recebida no batismo e na confirmação: a saber, como membro da comunidade eclesial chamado a guardar a palavra e a confessa-la. Eis porque o leigo cristão não recebe somente uma missão cristã no temporal, mas tem uma missão na Igreja como arca e sinal da fé. Na Igreja, como arca da fé, para contribuir em guarda-la fielmente; na Igreja, como sinal da fé no mundo e diante dos homens, para professa-la e confessa-la”. (Yves M. J. CONGAR, op. cit., p.104).
[8] Os cristãos leigos e leigas são inseridos no mundo pelo matrimônio e pela profissão, dois grandes meios para ser testemunhas de Jesus Cristo.
[9]Yves M. J. CONGAR, op. cit., p.104.
[10] Concílio Vaticano II, op.cit., n. 31, p.78.
[11] Concílio Vaticano II, Lumem Gentium., n. 34, p.80.
[12] “Esta evangelização, isto é, este anunciar de Cristo por um testemunho vivo e pela palavra falada, adquire características específicas e eficácia particular pelo fato de se realizar nas condições comuns do século”. (Concílio Vaticano II, op. cit., n. 35, p.81).
[13] Cf. João PAULO II, Carta Encíclica, Redemptoris Missio, p.37.
[14] “Todo o povo de Deus se torna profético, sacerdotal e real. Daí, os teólogos modernos deduziram uma descrição da ação pastoral da Igreja, que distingue o múnus profético como ministério da Palavra de Deus, o múnus sacerdotal como ministério litúrgico ou do culto, o múnus real (régio) como ministério do governo pastoreio do Povo de Deus” (CNBB, Missões e Ministérios dos cristãos leigos e leigas, Doc 62, n. 54, p.43).
[15] Concílio Vaticano II, op. cit., n. 34, p.80.
[16] Cf. Ibid., n. 34, 80-81.
[17] Pe. Olavo MOESCH, O anúncio da Palavra de Deus, p.103.
[18] “No Antigo Testamento, aqueles escreveram ou falaram sob a inspiração divina para tornar conhecida a vontade de Deus ou para interpretar sua mensagem. A mensagem divina”. (Daniel L. LOWERY, C.Ss.R. Dicionário Católico Básico, p.124). A missão do profeta ou o seu específico é a iluminação do presente com a luz de Deus. Por isso, se define o profeta como o homem que proclama a Palavra de Deus sobre a vida e os acontecimentos. Todo membro do povo de Deus (Igreja) tem missão profética. (Cf. César Vidal MANZANARES, Dicionário  de Jesus e dos Evangelhos, p. 253).
[19] “A participação no múnus profético de Cristo, (...), habilita e empenha os fiéis leigos a aceitar, na fé, o Evangelho e a anuncia-la com palavra e com as obras, sem medo de denunciar corajosamente o mal”. (João PAULO II, Exortação Apostólica, Christifideles Laici, n.14, p.23)
[20] CNBB, Missões e Ministérios dos cristãos leigos e leigas, Doc 62, n. 72, p.54.
[21] “Nela se encontra um exercício e uma alta escola de apostolado dos leigos, quando a religião cristã penetra toda a organização da vida e a transforma cada dia mais. Nela têm os cônjuges a própria vocação para serem, um para o outro e para os filhos, testemunhas da fé e do amor de Cristo”. (Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 35, p.81).
[22] Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 35, p.81.
[23] “Uma vez que é próprio do estado dos leigos viverem no meio do mundo e dos negócios seculares, eles próprios são chamados por Deus a exercerem aí o seu apostolado, à maneira de fermento, com entusiasmo e espírito cristão”. (Concílio Vaticano II, Apostolicam Actuosiatatem, n.2, p. 531).
[24] Cf. Concílio Vaticano II, op cit.,  n. 31, p.78.
[25] O profeta é enviado para anunciar as maravilhas de Deus e para denunciar o mal. Ele é enviado para comprometer, ou seja, sacudir o povo para a conversão. (Cf. Pe. Olavo MOESCH, O anuncio da Palavra de Deus, p. 103-104).
[26] Cf. Renold J. BLANK, Teologia Leiga, Esperança e desafios, p.32-33.
[27] “Opção significa, decisão, tomada de partido. Entre opressores e oprimidos (no caso latino-americano), a Igreja toma partido dos últimos, trata-se de uma decisão política, ética e evangélica. A opção pelos os pobres implica uma mudança de lugar social”. (Puebla, p.57).
[28]“Dentro do povo de Deus, todos – hierarquia, leigos, religiosos sãos servidores do Evangelho, cada  qual segundo seu papel e carisma próprio”. (Puebla, p. 151)
[29] Renold J. BLANK, op. cit., p. 53.
[30] Franco, MASSERDOTTI, Meditações de espiritualidade missionária, p.62.

[31] Cf. Ibid., p.121.

[32] Renold J. BLANK, Teologia Leiga, Esperança e desafios, p. 62.

[33] Cf. Ibid., p.33-36.

[34] Cf. Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 31, p.78. “Uma das virtudes teologais, infundida na alma pela graça santificante, proporcionando a habilidade e inclinação para amar a Deus sobre todas as coisas e mar aos outros por amor a Deus. É a maior de todas as virtudes”. (Daniel L. LOWERY, C.Ss.R, Dicionário Católico Básico, p.34).

[35] CNBB, Missões e Ministérios dos cristãos leigos e leigas, Doc 62, n. 76, p. 61.

[36] “Mas ainda, servindo a Cristo também nos outros, com paciência  e humildade  conduzem seu irmãos ao Rei, ao  servir é reinar”.  (Concílio Vaticano II, op. cit., n. 36, p.82).

 

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