Infância e Adolescência Missionária

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Diocese da Campanha - MG

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SER TESTEMUNHAS DO REINO DE DEUS


 

  Os desafios: econômico, social, político, cultural e religioso, que o mundo oferece ou, se quiser, nos impõe, dificultando o anúncio da Palavra de Deus, em todo o trabalho que se realiza na Igreja e no mundo [1], pela implantação do Reino de Deus[2]. Deus quer que este Reino aconteça, quer que haja justiça, solidariedade, misericórdia, amor, partilha, etc.

Ora, onde existe um reino, existe um rei. Quando falamos de Reino de Deus, falamos da presença de Deus no meio do seu povo. Deus se faz presente de modo concreto. Todos os cristãos leigos e leigas devem colaborar, para que essa presença seja cada vez mais real no mundo. “Quem quer que sejam, todos são chamados, a empregar todas as forças, recebidas por bondade do Criador e da graça do Redentor, para o incremento e perene santificação da Igreja” [3].

É sendo testemunha, sinal de Deus, vivendo a santidade na prática da caridade, justiça, amor, misericórdia, na pureza de coração é que essa presença (Cf. Mt 19,14. 18,3-4), que este projeto de salvação de Deus se torna visível. Projeto que não acontece com nossas próprias forças, mas com a força do próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo, pela ação do Espírito Santo (Cf. At 1,8).

Ser testemunha, sentir-se parte deste projeto de Deus para anunciar até aos confins do mundo, é tarefa de todos os cristãos[4]. Conforme nos apresenta o documento Christifideles Laici, “com a efusão batismal e crismal o batizado torna-se participante na mesma missão de Jesus Cristo, o Messias Salvador” [5]. Esta missão é exigência, sobretudo aos cristãos leigos e leigas que:

Vivendo sua vida familiar ou profissional normal, ou engajados em alguma forma de apostolado ou ministério, com ou em mandato canônico, estejam plenamente convencidos de que o fundamento estatuário e sacramental de sua participação na missão da Igreja se encontra no batismo, enquanto sacramento da Missão na força do Espírito de Pentecostes.[6]

 

Estes fiéis leigos e leigas foram incorporados a Cristo, constituídos Igreja, para exercerem sua missão na vida familiar e na vida profissional, no mundo, como pessoas humanas e cristas, sendo testemunhas santas, fiéis a Jesus Cristo e ao seu propósito. Para isso, as primeiras comunidades dos apóstolos, a exemplo do próprio Jesus Cristo, nos ensinam a ser profetas no mundo em que vivemos.

 

Geraldo Pereira de Freitras 

4º. ano de teologia



“Mas os leigos são chamados de modo especial a tornar presente e operante a Igreja naqueles lugares e circunstâncias, onde ela só por meio deles pode vir a ser sal da terra”. (Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 33, p.79).
“Esse dever cabe não só a toda a Igreja, mas também a cada comunidade local. (...). Esse dever que cabe à Igreja refere-se à economia geral do anúncio do Evangelho e do acesso à fé”. (Yves M. J. CONG (Yves M. J. CONGAR, op. cit., p. 116).
Concílio Vaticano II, Lumem Gentium, n. 33, p.79.
Cf. ibid., n. 33, p.80.
João PAULO II, Exortação Apostólica, Christifideles Laici, n.13, p.21.
CNBB, Missões e Ministérios dos cristãos leigos e leigas,  Doc 62, n.º.93, p.77.
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