6.
A seleção
O convite para participar do grupo da Infância
ou da Adolescência Missionária não
deve ser fruto de uma “campanha publicitária”
massiva, como se se tratasse de “vender” um produto
barato. Pelo contrário, deve apresentar a crianças
e adolescentes a seriedade do compromisso que estão
assumindo. Oração, sacrifício e
solidariedade, sem limites geográficos, culturais,
religiosos, raciais e políticos: estas são
as características da IM. Aderir à IM
significa renunciar ao comodismo, ao consumismo, à
alienação diante dos grandes problemas
da humanidade.
A
Equipe que fizer o convite precisa ser muito clara na
sua proposta: disponibilidade para uma reunião
semanal com o grupo, tarefas a serem desenvolvidas durante
a semana, vida de grupo, participação
nas atividades da paróquia e comunidade...
7.
O grupo
As crianças e adolescentes que aceitarem a proposta
deverão ser organizados em grupos de 12 crianças
e/ou adolescentes, ou conforme a realidade local, em
que cada grupo seja acompanhado por um assessor ou assessora
adulta ou jovem a partir de 15 anos. A formação
dos grupos pode respeitar os laços de amizade
existentes. Evitando correr o risco de grupos fechados
e excludentes.
Lembrete:
Na formação de grupos, levar em consideração
a faixa etária das crianças e adolescentes.
8.
A metodologia
A Infância e Adolescência missionárias
têm um método de trabalho e de formação
próprio, chamado de Quatro Áreas Integradas.
Isto significa que cada tema, cada assunto, é
trabalhado em quatro perspectivas diferentes, porém
integrados, que interagem:
-
realidade missionária;
- espiritualidade missionária;
- compromisso missionário;
- vida de grupo.
É
importante acrescentar que a perspectiva, em todos os
momentos da vida da IM, deve ser missionário-além-fronteiras,
ou seja, deve alimentar-se e crescer na solidariedade
espiritual e material com todos os povos do mundo. Na
paróquia, na escola, na comunidade, na vida social...
os membros da IM devem tornar presente o mundo inteiro,
com suas alegrias, dores e esperanças.
Esta
dimensão, voltada para o outro, deve repercutir
na espiritualidade dos membros da IM: uma espiritualidade
“samaritana”, que os aproxima dos caídos à
beira do caminho, prestando-lhes socorro, derramando
sobre eles o óleo da caridade e o vinho da Palavra,
acompanhando sua recuperação, fazendo-se
realmente próximos, como Jesus se fez próximo
de nós e nos deixou o recado missionário:
“Vão e façam a mesma coisa!”.
Neste
sentido, a escolha das orações, dos cantos,
das leituras bíblicas, dos modelos de vida...
tudo deve ser coerente com a opção missionária
feita.
9.
A Organização
Na primeira reunião, após o período
de orientação, as crianças ou adolescentes
farão a escolha para preencher as funções
necessárias ao bom funcionamento do grupo: coordenador(a),
vice-coordenador(a), secretário(a), tesoureiro(a),
responsável pela oração, encarregados
das várias funções. É bom
que todos os membros do grupo tenham sua função.
A partir do momento
da escolha, o grupo tem vida própria. O assessor(a)
continua acompanhando o grupo, preparando os encontros
junto com o coordenador ou coordenadora, resolvendo
possíveis conflitos ou dúvidas, e garantindo
a fidelidade ao carisma da IM: mas não dirigem
o grupo.
Lembrete: A Coordenação têm a duração
de um ano, podendo haver reeleição por
mais um ano. Caso seja necessário, o coordenador(a)
poderá ser mudado em qualquer momento.
10.
A formação dos coordenadores
Crianças e adolescentes não nascem prontos,
para dirigir o grupo. Precisam de preparação.
Isto será feito pessoalmente pelo assessor(a).
Mas também cada ano a paróquia ou um grupo
de paróquias organizará um Encontro de
Líderes Missionários (Elmi), com o objetivo
de capacitar crianças e adolescentes a exercer
a função de coordenadores(as) dos diversos
grupos.
O Elmi, portanto, não
é um encontro de palestras, mas uma oficina de
capacitação, na qual deve prevalecer o
estudo de dinâmicas de grupos, de técnicas
de trabalho que estimulem o protagonismo de cada membro
do grupo, que ensinem a respeitar as diferenças,
sem renunciar ao trabalho de conjunto.
Para obter bons resultados,
os participantes do Elmi não devem superar o
número de 25-30 pessoas, e o encontro terá
a duração de dois dias, corridos ou em
duas datas diferentes, próximas uma da outra.
É aconselhável
fazer um Elmi para coordenadores(as) dos grupos de crianças
e outro para adolescentes.
11.
A formação permanente dos assessores
Para isso também
os assessores(as) precisam cuidar muito da sua formação
permanente. Como programa ideal sugerimos — além
do estudo pessoal de livros e revistas missionárias
— um Efaim (Encontro de Formação para
Assessores(as) da IM) cada ano e encontros periódicos
de meio dia para estudo de um tema específico,
conforme as necessidades e calendário preparado
anualmente com a coordenação paroquial
da IM.
É recomendável
— e diríamos, quase necessário — participar
dos encontros e cursos de formação para
os catequistas, de cursos bíblicos e de outras
atividades formadoras oferecidas pela Igreja local.
Também sugerimos que nos Encontros de Formação
dos Assessores(as) da IM sejam convidados os catequistas
e professores de Ensino Religioso Escolar com quem queremos
fazer uma caminhada de conjunto.